top of page

Tílicos

2.1- Supremacia tílica
 Os maravihosos “Anos Protanus”

 

Trália, 911 AEC...

Dois anos após sua coroação Bolibama Tílio I, o primeiro rei protariano resolveu no seu coração proclamar oficialmente que 1 de cada cinco anos seria devotado á épocas festivas e de muita celebração por todo o reino sob seu domínio, o qual decidiu nomear de Ano Protanus. Nesse mesmo ano Tílio I realizou seu casamento com sua futura rainha e mãe de sua próxima geração tílica, Lala-Ariel Gaal, mais comumente conhecida e chamada por Rainha Lala.


Tílio I também decretou que no primeiro Ano Protanus todo chefe de família protariano polígamo deveria obrigatoriamente escolher de suas esposas apenas uma para ser sua mulher por toda vida; as outras rejeitadas deveriam ser entregues aos cuidados dele, pois providenciaria abrigo e sustento para as esposas abandonadas até que encontrassem um marido. Quem não se adequasse ás novas normas de casamento de Tílio I até o prazo estipulado seria punido com a morte certa sem apelação.


A cada Ano Protanus, no último mês do ano, todos os chefes de família protarianos de todas as cidades do império seriam convocados com suas famílias para comparecer perante o rei na “Praça Real” (um imenso jardim de rara beleza que ligava o restante da cidade real de Protar-Prime com os magníficos Palácios Reais protarianos). O “Mês do Renascimento Matrimonial” seria devotado inteiramente á todos os casados que celebrariam novamente seu casamento, cada um dos casais, durante todo aquele mês, como se fosse o dia em que realizaram seus primeiros votos matrimoniais; com direito á festanças e semana de núpcias. Os dias finais do Mês do Renascimento Matrimonial Tílio I reservaria para seu próprio casamento com o fim de homenagear e honrar sua fofa e amável esposa Lala-Ariel.

As Fileiras Que Nunca Descansavam

A família Gaal passou a ser considerada com muita intimidade e favor perante Bolibama Tílio I. Não somente por sua esposa e Rainha ser filha de Molosso Gaal, mas também porque o próprio Molosso tornou-se o mais destacado dos Conselheiros Reais de Tílio I; Em verdade, Molosso Gaal era indubitavelmente o mais sábio de toda Protar. Além de ”Alto Conselheiro Real”, Tílio I também privilegiou Gaal com uma função secundária de “O Alto Sábio” (enquanto não estava a serviço do rei, Gaal poderia ser contatado em algumas audiências para resolver problemas do povo comum ou partilhar de seus ensinamentos em praças públicas ou Casas de Ensino).

O Alto Conselheiro Real, Molosso Gaal, obviamente não despercebeu á possível armadilha em que seu rei estava expondo tanto a si próprio como sua nação quando eximia toda Protar de seus ofícios nos Anos Protanus, incluindo os militares.


Pelo menos uma parte das forças armadas deveria manter-se alerta todos os dias do ano, tanto para garantir a segurança interna como externa da nação protariana.

Assim nasceu a Resistência Protariana, também conhecida como “As Fileiras Que Nunca Descansavam”, e que também não descansavam durante o Ano Protanus.
Para não esgotar nem desanimar essa parte das forças armadas de Tílio I, Molosso Gaal também sugeriu incluir um sistema de rodízio em que se alternavam os soldados que fariam parte dessa Resistência de tempos em tempos.
Durante O Mês do Renascimento Matrimonial os soldados da Resistência daquele ano que estivessem a serviço teriam direito a celebrar uma semana daquele mês com suas respectivas esposas e durante sua ausência substitutos pré-desinados ocupariam seus postos até seu retorno.

Os soldados protarianos que aceitassem servir nas Fileiras Que Nunca Descansavam, teriam direito á pagamento triplo ao comum pago ao restante das forças protarianas e muitos outros benefícios como aposentadoria prematura e petições pessoais atendidas pelo próprio rei de Protar.


A Resistência Protariana tornava-se tão ligada com os Tílios, que sua fidelidade ultrapassava um mero senso de dever para com o rei. Estes realmente amavam os Tílios do fundo do coração e dariam a vida para manterem firme sua lealdade.


Adílio Falk, famoso escritor e autor da obra Nomastar, Protar ou Hegemônia? escreveu em um trecho de seu livro: “O mais interessante nessa parte das forças protarianas em que os Tílios reservavam para si mesmos estava a lealdade suprema á seu rei sobre todas as coisas. Nada quebrantava esse elo, nem suborno, nem desejo de vingança por punição merecida, nem épocas de extremo caos generalizado. Esses homens extraordinários faziam de tudo para sempre se encontrarem no favor e agrado de seu rei. E se algum dia outra parte das forças protarianas resolvessem rebelar-se contra o trono, As Fileiras Que Nunca Descansavam imediatamente tomariam posição em defesa da realeza Tílica e dariam ás suas vidas pela causa sem questionar, lamentar ou desertar.”

 

“...Terei de segregar os transviados para a punição...”

Após o encerramento de apenas dois Anos Protanus consecutivos (ou uma década corrente) de tranquilidade e alegria sem precedentes, o primeiro monarca real da Supremacia Tílica, Bolibama Tílio I, jazia-se extremamente despontado e de espírito mui abatido.


Apesar de favorecer altruistamente de muitas formas o povo protariano, em especial por intermédio das festividades relacionadas aos Anos Protanus, ainda assim alguns deles passaram a demonstrar um sentimento de ingratidão e insatisfação para com seu rei e nação.

Observado o fato de que nas épocas festivas de Tílio I o império afrouxava a segurança pelo fato de unicamente uma parte especifica e limitada das forças de Protar manterem a constante vigilância, alguns protarianos resolveram se aproveitar dessas situações para iniciar uma onda de assaltos ás casas de seus irmãos quando desguarnecidas.


Em toda Protar passou-se a relatar essa crise interna gerada pelos salteadores, que apesar de não ferirem, nem sequestrarem ou assassinarem alguém ainda assim causavam demasiado infortúnio para as famílias que quando regressavam das festividades encontravam suas moradias invadidas, reviradas e ausentes de alguns pertences materiais.

Bolibama Tílio I: “Meu povo, meus filhos... terei de segregar os transviados para a punição assim como um pai reserva o castigo para sua criança transviada.” - Nomastar, Protar ou Hegemônia?


Naquele mesmo ano, 901 AEC, no primeiro dia do segundo mês, o primeiro rei de Protar, juntamente com seus Conselheiros Reais e seu Alto Conselheiro Real, Molosso Gaal, implantou uma nova lei para toda Protar com o propósito de proteger seus cidadãos honestos e justos da criminalidade abusiva de seus irmãos corrompidos.

Obviamente Protar já possuía suas próprias leis internas de detenção de criminosos e salteadores desde que pertencia á Nomastar como tribo.
Entretanto Bolibama Tílio I, não se satisfazia com as demasiadas detenções nas masmorras protarianas que passaram a superlotar com o aumento absurdo da criminalidade. Tílio I desejava por um fim nesse sistema punitivo ainda mais porque a necessidade de ampliamento e numero dessas prisões aumentava cada vez mais.


O rei protariano então decidiu refinar o “Sistema Punitivo de Detenções” convertendo-o no Sistema Punitivo Tílico; que regia quatro graus de punição corretiva aos criminosos sem a detenção.

Como funcionava o Sistema Punitivo Tílico?

Molosso Gaal, Alto Conselheiro do rei, após estudar o novo sistema aconselhou sabiamente o rei á refinar ainda mais o Sistema Punitivo Tílico antes de implantá-lo. Por que?


O novo sistema a princípio apenas aplicaria correções, obviamente dolorosas, aos infratores. Contudo, Gaal sugeriu que ao mesmo tempo em que fossem aplicadas as punições físicas, o infrator deveria ser recrutado para beneficiar pessoalmente suas vítimas.


A proposta agradou muitíssimo a Bolibama Tílio I, e este passou a incrementá-la no novo sistema antes de ratificá-lo.

“Os Quatro Graus”...

Grau Um: Após cometer um crime, independente de qual o fosse, o infrator era arrastado até os Bolibeus (tribunais de justiça protarianos); se o crime fosse ás escondidas tornar-se-iam necessárias testemunhas que acompanhariam o infrator juntamente com a guarda que o detivesse, se fosse detido no ato não haveria necessidade de testemunhas.
Durante cada processo de julgamento o possível criminoso no Grau Um era declarado como “Pré-Desvirtuado”, pois ainda não havia sido declarado como “Desvirtuado” (essa definição apresenta o acusado como sendo seu primeiro ato criminal para com Protar).


A punição para a condenação do Desvirtuado envolvia (1) uma surra por chicotes: o Desvirtuado era arrastado até uma praça pública onde se encontravam duas colunas cilíndricas belamente trabalhadas (denominadas Varas Tílicas) e acorrentado nelas. Depois era despido do tronco para cima (no caso de mulheres apenas as costas ficavam expostas) e finalmente era chibatado 20 vezes nas costas perante todos os habitantes daquela cidade que transitavam naquele local (2) prestação forçada de serviços: após a surra o Desvirtuado era regressado aos Bolibeus da cidade e ordenado a prestar diariamente 6 horas de serviços obrigatórios durante 6 meses á família daquele a quem ele fez como sua vítima, podendo regressar á seu lar fora desse período livremente. Uma guarda de 2 homens era liberada para garantir que o Desvirtuado cumprisse sua obrigação á risca até expirar o prazo.


Se os acusadores do Pré-Desvirtuado fossem falsos, então eles próprios é que seriam submetidos ao Grau Um em benefício do Pré-Desvirtuado inocente.

Grau Dois: Se o criminoso persistisse no seu modo de vida repulsivo e incorresse novamente no crime pela segunda vez, então ele acompanhado da guarda e das testemunhas comparecia até os Bolibeus entrando no estado de “Pré-Alienado” durante seu julgamento antes de ser condenado como “Alienado” (alienado porque o infrator parecia não estar querendo se adequar á sociedade protariana persistindo nos crimes).


Após ser condenado o Alienado sofreria sua punição dupla que eram (1) uma surra por chicotes mais agressiva: após ser acorrentado nas Varas Tílicas o Alienado seria açoitado não 20, mas 30 vezes nas costas nuas na presença de todos que transitavam naquele local ou que desejassem ser expectadores (2) prestação forçada de serviços entendida: semelhante á segunda punição como Desvirtuado, o Alienado era forçado a prestar não 6 horas, mas 9 horas de serviços obrigatórios durante não 6 meses, mas 2 anos inteiros á família da vítima, podendo regressar livremente á seu lar fora desse período. Uma guarda de 2 homens também era designada para garantir o sucesso da punição até expirá-la.


Os acusadores do Alienado corriam o risco de sofrer a mesma punição que o acusado se este fosse declarado inocente, sendo ele o beneficiado pelos serviços obrigatórios.

Grau Três: Á essa altura o acusado já teria cometido seu 3° crime contra a sociedade protariana.


Novamente seria direcionado com guarda e testemunhas aos Bolibeus de sua cidade como um “Pré-Renegado”, durante seu julgamento, e posteriormente declarado como “Renegado” (porque com relação á sua persistência na vida de crimes parecia não haver solução ou arrependimento).


A punição dupla para o Renegado envolvia (1) surra por açoites extremamente severa: nos Varais Tílicos o Renegado era acorrentado inteiramente nu (incluindo Renegadas mulheres) e não apenas despido acima dos quadris. Após esse processo era chibatado 30 vezes nas costas, 20 vezes nas coxas e 10 vezes nas nádegas. Por estar inteiramente despido de suas vestes a surra se tornava ainda mais humilhante perante os expectadores. Após a severa surra o Renegado deveria ser socorrido imediatamente, pois suas forças teriam quase que totalmente se escasseado dele, principalmente se fosse mulher, correndo o risco de ir á óbito em seguida (2) prestação decênica de anos de serviços obrigatórios: em semelhança aos Graus que antecederam o Renegado, este era forçado a prestar não 2 anos, mas uma década inteira consecutiva de não 9, mas 12 horas diárias de serviços á família da vítima, podendo regressar livremente ao seu lar no término de cada período diário. Para essa espécie criminosa era designada uma guarda não de apenas 2, mas de 3 soldados, com o fim de assegurar ainda mais o pleno sucesso da punição até findar seu prazo estabelecido.


Nesse Grau específico o Renegado após sua punição inicial recebia uma marca eterna á ferro em seu rosto esquerdo, antebraço esquerdo e sobre o peito de seu pé esquerdo que indicava seu 3° Grau do Sistema Punitivo Tílico. Então era advertido severamente que aquelas marcas eram para lembrar tanto á ele como a quem as enxergassem nele que se cometesse seu 4° crime este seria o último.


Novamente nesse Grau, assim como nos outros, também se aplica a mesma regra de punição aos acusadores se o acusado fosse inocente.

Grau Quatro: Se o criminoso se atrevesse á cometer seu 4° crime contra sua nação as consequências para ele seriam das mais desagradáveis.
Pela última vez seria direcionado com guarda e testemunhas aos Bolibeus de sua cidade, dessa vez como um “Pré-Banido”, durante seu julgamento, e posteriormente declarado como “Banido” (não seria mais considerado como cidadão protariano).


A punição dupla para o Banido seria extremamente violenta (1) surra por açoites brutal: nos Varais Tílicos o Banido era acorrentado inteiramente nu, semelhante ao Grau antecedente, e antes da surra um breve discurso era proferido com relação ao Banido e á deplorável situação que teria de enfrentar para o resto de seus dias. Após isso seus açoites incluíam 40 chibatadas nas costas, 30 nas coxas e 30 nas nádegas. Após a brutal surra o Banido, se sobrevivesse (a essa altura pouco importava a saúde do criminoso, muito menos sua sobrevivência) seria encaminhado aos Bolibeus para uma espécie de “Julgamento Final”, onde a vítima ou parente da vítima decidiria se o Banido teria “Banimento da Existência” (ser lançado com vida aos leões) ou se teria “Banimento da Sociedade” (um sistema de prestação se serviços obrigatórios eterno) (2) prestação eterna de serviços obrigatórios: se a família tivesse condições de montar uma cela ou masmorra particular para o Banido então este lhes seria entregue como seu escravo eterno, onde também viveria eternamente preso em grilhões; caso contrário seria lançado aos leões.


Nesse Grau específico o Banido se fosse declarado como Banido da Sociedade receberia uma segunda marca eterna á ferro, semelhante sua primeira, dessa vez em seu rosto direito, antebraço direito e sobre o peito de seu pé direito. Isso indicava que o Banido tanto se encontrava no Grau Quatro e último do Sistema Punitivo Tílico, como também indicava que jamais voltaria a cometer crime algum contra Protar e ao mesmo sua vida pertenceria daquele dia em diante á última família da vítima a quem ele lesionou.


Os acusadores deveriam tomar extrema cautela nesse Grau específico ainda mais do que nos anteriores, visto que poderiam ser eles os condenados ás punições do Grau Quatro se sua acusação fosse caluniosa e inverídica. Ou seja, todos os acusadores envolvidos tanto poderiam sofrer a surra brutal como também corriam o risco de se tornarem escravos eternos do acusado se este fosse declarado inocente.

* Nota 1: Aplicada em todos os Graus. Antes de se iniciar cada sessão primária de julgamento os acusadores eram forçados a jurar que não estavam participando de uma trama contra o acusado. E se algum deles desejasse confessar a trama teria de fazer imediatamente, pois não haveria segunda oportunidade. Quem o fizesse seria livrado das punições do Grau corrente, contudo seria forçado a pagar uma multa em dinheiro considerável ao acusado inocente.


* Nota 2: Aplicada em todos os Graus. Se o infrator houvesse cometido um crime específico contra patrimônios do governo então sua punição secundária de prestação de serviços obrigatórios seria para com a realeza.
* Nota 3: Aplicada em todos os Graus. Se o infrator fosse do gênero feminino então a parte primária da punição, a surra, era reduzida pela metade.
* Nota 4: Aplicada em todos os Graus. Era expressamente proibido qualquer expectador fitar o lado frontal do criminoso enquanto este estivesse sendo surrado, especialmente quando nu.
* Nota 5: Aplicada em todos os Graus. A parte secundária da punição não era remunerada.
* Nota 6: Aplicada em todos os Graus. Se o infrator se recusasse á cumprir a parte secundária da punição ou cumprisse com indolência, poderia ser morto imediatamente ou avançava para o Grau punitivo seguinte imediatamente.

2.2- a primeira fase hegemônica
 Introdução á “Pré-Fase”

Arqueólogos, historiadores e professores da era moderna combatem violentamente as definições estabelecidas pela obra de referência Nomastar, Protar ou Hegemônia? referentes ao tempo de abrangência do Período Hegemônico protariano no último milênio de AEC; visto alegarem que o Período Hegemônico deveria obrigatoriamente ser considerado como vigorando muito antes da própria ascensão da aliança diplomática definitiva entre Protar e Laian.

O professor universitário Gerualg Tatálio Bealpino, comumente intitulado de “Lecionador Tatálio” e “O Lecionador”, após acusar o autor Falk e sua obra como distorção dos fatos verídicos, decidiu publicar uma obra de pesquisa própria sobre o Período Hegemônico de Protar, intitulada “O Genuíno Período Hegemônico”.

Enquanto a referência de Falk assevera que o Período Hegemônico iniciou-se com a aliança absoluta de Protar com Laian em 629 AEC encerrando-se com a morte de Bolibama Tílio V em meados do primeiro século EC, a pesquisa do Lecionador contrasta esse ensinamento por afirmar que “Apenas por observar-se o fato de que o termo Período Hegemônico se assemelha com a definição da aliança protar-laian Hegemônia, não se torna uma comprovação irrefutável e de aceitação obrigatória de que O Período Hegemônico iniciou-se e findou-se juntamente com a aliança Hegemônica. Minhas pesquisas de fontes confiáveis, manuscritos originais mesclado com interpretação correta do Protarinaico (idioma protariano) apontam que o Período Hegemônico antecedeu á ascensão oficial de Hegemônia como aliança diplomática e estendeu-se até o ultimo monarca da Supremacia Tílica que manteve intacta a união hegemônica despojar-se do trono.” – Prefácio da obra.

Tatálio ainda afirmou com a máxima convicção de que os manuscritos originais dividem o Período Hegemônico em 3 fases: (1) a “Primeira Fase Hegemônica”, que também pode ser interpretada como “Pré-Fase” (2) a “Segunda Fase Hegemônica”, ou também “Fase Plena” (3) e a “Terceira Fase Hegemônica”, ou “Pós-Fase”.

Explanação da “Pré-Fase”

O Genuíno Período Hegemônico define a Pré-Fase (871 AEC – 629 AEC); com seu início no exato ano da traição de Gonquer Zá-Sezano para com Protar e a declaração formal de Bolibama Tílio II em uma vingativa campanha de dominação de Trophir e de toda Trália, e com seu encerramento no ano em que Bolibama Tílio III legalizou a aliança diplomática definitiva com os Barjãos de Laian.


Segundo O Lecionador, a Pré-Fase que antecedeu Hegemônia deve ser obrigatoriamente aceita como já pertencente ao Período Hegemônico.

A lendária “Cavalaria Zá-Sezaônica”

Nas décadas que antecederiam á Pré-Fase situações inesperadas e delicadas perturbariam o perfeito reinado de Bolibama Tílio I.
A começar por incursões de saques laians em caravanas de transportes protarianas e constantes relatos de abordagem de navios protarianos por parte de Corsários de Laian. Parece que a nação Laian se perdeu em algum momento desde seu exílio por parte de Protar, e se tornaram piratas bárbaros sobrevivendo com o que saqueavam.

Bolibama Tílio I, diante dessa crise decidiu convocar seus cavaleiros de elite liderados por protarianos de linhagem Zá-Sezaônica ou Zá-Sezãos (também conhecidos como Zá-Sezanos).


A “Cavalaria Zá-Sezaônica” não era meramente composta apenas de cavaleiros Zá-Sezanos, o emérito título de Zá-Sezão apenas era empregado aos líderes de cada grupo de cavaleiros. Mas os cavaleiros em geral, de família Zá-Sezana ou não, faziam parte da cavalaria pesada protariana.

Gonquer Zá-Sezano, embora Chefe do Exército de Tílio I tinha o mesmo poder de comando que os outros Zá-Sezãos, sobre seu grupo específico de cavaleiros quando agia na função de Zá-Sezão; deveras todos os Zá-Sezãos deveriam coordenar os ataques de seus respectivos cavaleiros e sempre atuarem em ação conjunta, nenhum Zá-Sezão tinha poder autoritário sobre os outros.

Os Zá-Sezãos acabaram tornando-se lendas desde suas primórdias e cruciais atuações no sucesso das vitórias contra Níbia e Laian durante o Período Maligno protariano, ou Primeira Era trália.


Mas agora o cenário estava mudando e mesmo a lendária Cavalaria Zá-Sezaônica não mostrou-se párea contra a tamanha brutalidade e violência da nova geração Laian.


No decorrer das batalhas muitos Zá-Sezãos pereceram, e quando finalmente Bolibama Tílio I conseguiu uma trégua oficial com Laian em 888 AEC, praticamente quase todos os Zá-Sezãos já haviam sido eliminados. E a nova geração não conseguia assimilar e obter os ensinamentos transferidos de pai para filho a tempo, visto que seus pais lhes eram tirados de maneira excessivamente prematura quando caiam nas batalhas.


Em toda Protar passou a restar somente um único Zá-Sezão ainda com vida, o último da linhagem Zá-Sezaônica que poderia treinar e orientar os Sezanos mais jovens (todo descendente masculino ou feminino que seria devotado á Cavalaria Zá-Sezaônica somente receberia a emérita alteração de denominação de linhagem de Sezano para Zá-Sezano após ser aprovado e eleito oficialmente).

Gonquer Zá-Sezano ficou sobrecarregado com os incontáveis treinamentos que tinha de partilhar com a próxima geração Sezana ainda despreparada. “Basta! Estou fatigado até o âmago de minha alma atribulada! Eu hoje renuncio oficialmente á esse fardo abusivo que me impuseram de treinar os jovens Sezanos! É demais para mim! Apelo ao Majestoso e Sublime Rei de Protar, Bolibama Tílio I que me liberte dessa obrigação sem sentido para que eu possa cuidar da minha própria linhagem e dar continuidade aos Zá-Sezãos a partir de minha própria prole.” – O Genuíno Período Hegemônico, cap.1, pág. 1.

Tílio I acatou a coerente petição de seu Chefe do Exército e ainda apresentou á Gonquer uma das virgens mais belas e atraentes de toda Protar em uma grande festa devotada exclusivamente em homenagem á seu Chefe do Exército.

A virgem donzela chamava-se Rublis Memboa.

Resumo dos principais eventos da “Pré-Fase”

871 AEC...
Gonquer Zá-Sezano, usando sua influência,fundou uma causa de traição ao império arrastando muitos protarianos com ele.
Durante essa época específica Protar ficara severamente abalada; incontáveis vidas protarianas foram sacrificadas pela revolta desse último Zá-Sezão. O próprio rei Bolibama Tílio I pereceu nos braços de seu sucessor, Bolibama Tílio II após desenvolver uma excessiva tristeza por parte da traição cruel de seu Chefe do Exército e melhor amigo Gonquer Zá-Sezano, e de seu Alto Conselheiro Real que o seguira. O profundo desânimo em Tílio I o lançou em seu leito tirando-o dele toda sua razão de viver. Após semanas sem comer, beber, sem nem mesmo dormir ou conversar com ninguém Bolibama Tílio I debruçou-se sobre seu leito e expirou nos braços de seu filho.


Bolibama Tílio I, o primeiro rei de Protar assumiu o trono aos 83 anos de idade e reinou por 55 anos até sua letal depressão que levou-o á óbito aos 138 anos, em 871 AEC.


Naquele mesmo ano Bolibama Tílio II assumiu o trono de Protar em lugar de seu pai e decretou que iniciaria uma campanha de conquista absoluta de todas as nações existentes em Trália, a começar pelo extermínio de Trophir e seu traiçoeiro rei, Gonquer Zá-Sezano.

870 AEC...
Referenta á Laian, Tílio II decidiu manter os acordos mercenários que seu pai havia acertado com essa nação em memória dele.

 

848 AEC...

Nas décadas que se seguiram muitas batalhas foram travadas por Bolibama Tílio II contra Trophir, e embora Trophir sempre conseguisse rechaçar essas ameaças defendendo-se admiravelmente, a nação trophana não tinha forças para se desenvolver adequadamente e expandir-se; sempre estavam na defensiva.

818 AEC...
Tílio II não conseguiu obter a oportunidade que tanto ansiou durante toda sua vida, matar pessoalmente á Gonquer Zá-Sezano. Então resolveu concentrar sua vingança no sucessor de Gonquer, Pleio Moul Dan.

814 AEC...
Durante os dois séculos de estabilidade da Tríplice União Trophir-Rumú-Níbia, o poder esmagador de conquista de Protar adormecera aguardando a época propícia para despertar em extrema fúria.

629 AEC...
Em meados do início do sexto século AEC o sucessor de Bolibama Tílio II, Bolibama Tílio III após assassinar seu próprio pai que recusou-se a aceitar seu casamento com uma das filhas de um Barjão laian, formou além de uma aliança matrimonial com essa nação também uma aliança diplomática definitiva.


Nesse ano ascendeu a aliança diplomática protar-laian: Hegemônia.
Igualmente também ocorreu a ascensão de Tílio III ao trono de Protar.
Também nesse mesmo ano faleceu Bolibama Tílio II, o segundo rei de Protar pelas mãos de seu próprio filho e sucessor.
E finalmente, ainda nesse mesmo ano encerrou-se a Pré-Fase ou Primeira Fase Hegemônica.

2.3- a segunda fase hegemônica
 Introdução á “Fase Plena”

Embora a obra de referência histórica sobre Protar mais famosa do atual mundo moderno, Nomastar, Protar ou Hegemônia? tenha sido pioneira nesse campo específico, ainda assim as pesquisas do Lecionador Tatálio apresentadas como verídicas têm coerência histórica e base arqueológica. Em vista disso, na área específica da antiga Protar que enquadra esses períodos abrangendo o último século trálio AEC, a obra O Genuíno Período Hegemônico é que acabou se tornando exclusivamente pioneira como referência histórica. Os 5 capítulos seguintes da obra O Genuíno Período Hegemônico são devotados á Segunda Fase Hegemônica, também definida por Bealpino como “Fase Plena”.

Explanação da “Fase Plena”

Gerualg referiu-se á Primeira Fase Hegemônica também como Pré-Fase por uma razão logicamente relacionada com a aliança protar-laian. A Primeira Fase Hegemônica pode também ser interpretada como Pré-Fase por preceder o nascimento da aliança Hegemônia. Exemplo: A mesma outrora aliança mercenária protar-laian que detinha a diretiva de preponderar-se sobre toda trália civilizada mais tarde quando converteu-se em uma aliança diplomática retirou o termo de batismo da aliança, a saber Hegemônia, da própria diretiva que regeu-a durante todo o período como aliança mercenária.


Ao mesmo tempo é apropriado defini-la como Pré-Fase em sua denominação de Primeira Fase Hegemônica ao se encontrar dentro do Período Hegemônico.


Sim! Não há contradição nessas duas denominações do Lecionador para a mesma Fase Hegemônica.

A mesma regra deve ser aplicada á Segunda Fase Hegemônica, pois seus dois termos distintos empregados na obra de Ggerualg também não se contradizem um ao outro.


Exemplo: a denominação Segunda Fase Hegemônica é empregado por essa Fase, semelhante á Primeira Fase, igualmente por se encontrar dentro do Período Hegemônico. Ao passo que segundo o Lecionador também pode ser denominada como Fase Plena, por tornar-se o ápice do Período Hegemônico e abranger especificamente o período em que a aliança diplomática Hegemônia passa a atuar vigorosamente no cenário trálio.

Em suma, A obra de pesquisa O Genuíno Período Hegemônico define a Fase Plena (629 AEC - 266 AEC); com seu início no exato ano da oficialização do tratado diplomático entre Protar e Laian como Hegemônia, e com seu encerramento abrangendo a década em que uma sociedade secreta trophana inicia uma onda de distúrbios no “domínio hegemônico”.


Nesse mesmo século a Supremacia Tílica protariana já abrangia sua quarta linhagem real: Bolibama Tílio IV.
Segundo Bealpino, a Fase Plena está inteiramente relacionada tanto com o Período Hegemônico, como pela própria aliança diplomática protar-laian Hegemônia.

Dois Opostos Que Se Atraíram: Uma História de Amor Proibido

 “Escute bem meu filho, sangue do meu sangue, meu maior tesouro e meu maior presente para toda nação protariana... Eu tenho a nação laian na mais alta estima, mas não desejo misturar meu povo com essa gente. Não irás poluir a linhagem Tílica com o sangue dessa jovem! Não irás corromper Protar com as repulsivas tradições e costumes laians! Esqueça a donzela laian e devolva-a para seu povo imediatamente! Isso não é um aviso, filho... É um ultimato! Portanto obedeça imediatamente sem questionar seu pai e rei de Protar!”

O discurso acima é um trecho tirado do livro de romance moderno “Dois Opostos Que Se Atraíram: Uma História De Amor Proibido” baseado em supostas incontáveis experiências românticas do terceiro sucessor da Supremacia Tílica,que segundo a obra o príncipe tinha por hábito enamorar-se somente de donzelas laians... costume pregado como repulsivo em Protar!


Em verdade, Dois Opostos Que Se Atraíram define em mais de 1.300 páginas o príncipe protariano Tílio III como “demasiadamente obcecado pela experiência romântica proporcionada pelas delícias dos varões laians” (as delícias são as próprias donzelas laians). Em suma, a obra tendenciosa passa uma imagem de Tílio III como um solteirão desenfreado ou aventureiro romântico.


Entretanto, Dois Opostos Que Se Atraíram ainda detém a versão mais plausível já especulada sobre os três séculos de principesco de Tílio III sob abstinência matrimonial.

O jovem sucessor protariano Bolibama Tílio III, embora relutante á princípio conseguiu ser chamado á razão por seu pai Tílio II, e ordenou que a uma jovem laian pela qual estava enamorado, a saber, Miri Kariol fosse levada de volta em regresso á sua terra e povo alertando-a que nunca mais iria vê-la novamente e muito menos casar-se com ela.

No entanto, o ato de abnegação por parte de Tílio III para Protar ao mesmo tempo fora considerado como um grave insulto e afronta para Laian. A União Laian até chegou a discutir entre si declarar guerra á Protar se o príncipe protariano não se retratasse e aceitasse Miri de volta casando-se com ela, contudo a Supremacia Tílica sempre encheu os bolsos da Laian mercenária com seus contratos de tropas e sempre foi fiel e generosa no pagamento.

Ambos os lados impulsionados por um contrato mercenário emergencial e exclusivo, consentiram em unanimidade encontrar outra solução ao invés da guerra, a saber, uma imposição punitiva na tentativa de consolar o Barjão e sua família com respeito a jovem Miri: imposto adicional aos próximos contratos mercenários entre Protar e Laian, que ficou conhecido como ”Imposto por Miri”.


Uma nota de rodapé como acréscimo da própria obra á pesquisa contém a seguinte citação após o parágrafo abrangendo o acordo acima: “Uma vez mercenários sempre mercenários... Mais forte que o preço de uma alma vexada? O ouro tílico.”.


Bolibama Tílio II, ainda que considerasse um abuso apoiou o contrato, observado o fato de que havia desenvolvido um forte apego ás contratações mercenárias com Laian e já não conseguia mais se imaginar sem essa opção de tropas contratadas.

Por conseguinte, o ano de 629 AEC desencadeou uma série de acontecimentos que por fim levaram o príncipe de Bolibama Tílio II á tomar atitudes das mais radicais para com a nação protariana.


Durante uma ocasião em que chegou ao conhecimento do rei protariano que seu sucessor, Tílio III, manteve oculta a gravidez da donzela laian Miri Kariol, o próprio Tílio II, ordenou que seu sucessor providenciasse os meios para executar a criança de Tílio III de sangue híbrido (protar-laian) imediatamente após Miri dar á luz.


Em um acesso de ira contra seu pai, Tílio III avançou contra ele com sua espada. Embora ambos tivessem a mesma perícia no combate, Tílio II estava levemente embriagado com algumas doses de vinho que havia ingerido pouco antes de iniciarem a peleja, o que comprometeu sua eficiência como espadachim. Então seu filho logo prevaleceu sobre ele e tirou-lhe a espada em um golpe, depois pegou a espada do próprio pai e o entregou a morte ali mesmo nos Aposentos Reais de Tílio II, manchando o leito de seu pai com o sangue deste.

Assim morreu Bolibama Tílio II, em 629 AEC, assassinado por seu próprio sucessor e filho aos 255 anos.

Todavia, assassinar o próprio pai e rei de Protar não fora o único ato chocante realizado por Bolibama Tílio III. No esforço de encontrar uma brecha na lei de seu avô o primeiro rei de Protar, Tílio III alegou que a “Lei Suprema” que regia as leis matrimoniais protarianas especificava que o matrimônio sabiamente deveria ser monógamo, mas nada indicava nas leis que havia alguma proibição em um protariano escolher como sua esposa uma estrangeira.

No mesmo ano de 629 AEC Bolibama Tílio III (1) assassinou o próprio rei e pai (2) assumiu o trono de Protar, aos seus 208 anos (3) escolheu uma laian parente próxima de Miri como sua esposa: Anandii Kariol, pois Miri Kariol havia tirado a própria vida temendo rumores de Tílio II executar a criança de sangue híbrido em seu ventre (4) abandonou a tradicional aliança mercenária com Laian e firmou uma aliança diplomática com a nação, que ambos os povos decidiram batizar de: Hegemônia.

Muralhas da Perdição

Em 626 AEC, dois anos após sua coroação, Bolibama Tílio III iniciou uma grandiosa obra de restauração, ampliação e fortificação da muralha que circundava a monstruosa e amplamente extensiva região florestal (Arbora Colosso) em que se encontravam as únicas espécies conhecidas das outrora Ervas Efêmeras.

Tílio III não apenas restaurou e fortificou as muralhas, torres e portões como também ergueu uma segunda camada de muralhas colossais que circundava a muralha interna que guarnecia as plantas malditas. Ele batizou as muralhas de “Muralha da Perdição Interna” (a muralha que circundava a região onde se localizavam as Ervas) e “Muralha da Perdição Externa” (a muralha que abrangia a região onde se localizavam todas as estruturas do Povo das Sombras).

Resoluto a apartar as ruínas do Povo das Sombras e tudo o que estivesse ligado á eles de Protar por toda a eternidade, Tílio III também iniciou uma segunda obra nas Muralhas da perdição ainda mais audaciosa que a primeira.


Logo após o término da primeira obra (613 AEC), uma segunda etapa fora iniciada e findou em 609 AEC: (1) selar ambas as Muralhas Externa e Interna bloqueando o acesso interno ás mesmas para todo o sempre de toda sorte de alma, inclusive protariana (2) erguer uma rede de “Postos de Bloqueio” (fortalezas em intervalos de aproximadamente meio quilômetro uma da outra) ao longo de toda Muralha da Perdição Externa, do lado externo da muralha e á uma distância de aproximadamente cem metros da mesma cada Posto (3) treinamento e recrutamento de uma parte das forças armadas protarianas convertendo-as na guarda permanente daquele local, a “Guarda das Sombras”, também conhecida pelo povo como a “Sociedade Secreta de Protar”... tão secreta que até mesmo membros da Resistência Protariana não tinham acesso ou contato com essa sociedade... uma sociedade secreta benigna e leal á Protar!

 

Resumo dos principais eventos da “Fase Plena”

629 AEC...
Bolibama Tílio III após assassinar seu próprio pai que recusou-se a aceitar seu casamento com uma das filhas de um Barjão laian, formou além de uma aliança matrimonial com essa nação também uma aliança diplomática definitiva.
Nesse ano ascendeu a aliança diplomática protar-laian: Hegemônia.
Igualmente também ocorreu a ascensão de Tílio III ao trono de Protar.
Também nesse mesmo ano faleceu Bolibama Tílio II, o segundo rei de Protar pelas mãos de seu próprio filho e sucessor.

626 AEC...
Primeira etapa realizada em um audacioso projeto de restauração e ampliação nas danificadas e negligenciadas Muralhas da Perdição. Ao findar o projeto, as muralhas seriam compostas de duas camadas circundantes externa e interna.

613 AEC...
Segunda etapa (não planejada, ou seja, ideia originada apenas após o término da primeira etapa) nas restauradas e reforçadas Muralhas da Perdição de dupla camada: a ascensão da Guarda das Sombras.

607 AEC...
A aliança diplomática Hegemônia inicia sua audaciosa campanha militar de conquista de todo o continente, batizada  de “Supremacia Hegemônica”, focando primariamente em Trophir; dois anos após o ano da queda da Tríplice União.
 Rumú decide formar uma aliança diplomática temporária com Hegemônia para conquistar Trophir.

557 AEC...
Níbia decide se afastar do conflito e do apoio á Trophir e silencia-se dentro de seu próprio território.

547 AEC...
Após dominarem Trophir a parte protariana de Hegemônia, a mando de seu rei, trai Rumú e passa a conquistá-la. Quando finalmente Trophir e Rumú são derrotadas e subjugadas por Hegemônia, Bolibama Tílio III decide iniciar um domínio de terror e crueldade sobre as duas nações conquistadas sem consultar Laian.
Laian sente-se excluída e ofendida da campanha e seus líderes assassinam o rei protariano Bolibama Tílio III, mas decidem poupar seu sucessor de dois anos de idade, afinal parte do sangue que corria na criança do assassinado Tílio III era laian por intermédio de Anandii Kariol.

542 AEC - 537 AEC...
O sucessor protariano de Tílio III, Tílio IV, reúne todos os líderes Barjãos de Laian e juntos decidem iniciar uma era de domínio brando sobre as nações conquistadas, permitindo que os cativos em Laian e Protar regressem á seus respectivos territórios e reconstruam seus impérios arruinados; desde que se mantenham sob o “Jugo Hegemônico” (leis padronizadas de procedimentos de Hegemônia para essas duas nações acompanhadas de um suave tributo periódico; 542 AEC).
Cinco anos mais tarde “O Dia do Grande Tolerante” se torna um rito de celebração anual entre Hegemônia e suas nações conquistadas (537 AEC).

271 - 266 AEC...
Durante o reinado de Bolibama Tílio IV, a nação subjugada de Trophir sob seu domínio brando passa a apresentar graves problemas internos ocasionados por uma sociedade trophana apartada e sanguinária: Fálida. A princípio Tílio IV mostrou-se indiferente á crise, mas logo se viu compungido a auxiliar Trophir com o problema fálido, visto que passou a afetar as remessas tributais periodicamente pagas de Trophir para Hegemônia (271 AEC).
Tílio IV e os Barjãos Laians decidiram unir forças em uma operação conjunta com um Grão-Filósofo trophano que denodadamente afrontava e opunha-se á Fálida.(266 AEC).
O ano em que o bravo líder trophano se manifesta oficialmente contra Fálida é também descrito como o ano em que finda a Fase-Plena ou Segunda Fase Hegemônica.

 

2.4- a terceira fase hegemônica
 Introdução á “Pós-Fase”


No capítulo final de sua obra, Tatálio expõe as informações que encerram o Período Hegemônico e sua fase de encerramento: Terceira Fase Hegemônica ou “Pós-Fase”.


Em termos simples, o termo Terceira Fase Hegemônica é empregado obviamente porque a aliança Hegemônia ainda está ativa no cenário trálio. Ao mesmo tempo, Pós-Fase, graças ao resultado de uma “alteração no procedimento de conquista soberana”  de Hegemônia para “integração de outras nações nessa aliança com fins diplomáticos” (aspas da obra). Parece que a aliança protar-laian decidiu manter o termo Hegemônia apesar da diretiva dessa aliança ter sofrido radicais reformas.

Explanação da “Pós-Fase”

A Terceira Fase Hegemônica , ou Pós-Fase (265 AEC – 97 EC) inicia com a investigação oficial por parte de Tílio IV sobre a razão de Trophir ter adiado suas remessas tributais periódicas á Hegemônia exclusivamente naquele ano, chegando ao seu término com a transferência da coroa do sexto monarca tílico á um parente da realeza; a razão: Bolibama Tílio VI sofria de impotência ocasionado por uma deficiência grave no órgão reprodutivo.

As “Feras de Molibênia” e seu odioso “Besta-Fera”

Protar, 264 AEC...

Após o exaustivo ano dos beligerantes debates entre os governos aliados de Hegemônia e a Ordem Filosofal de Trophir desde 265 AEC enfim um consenso mútuo é estabelecido formalmente.


O rei protariano Tílio IV e a reformada Irmandade Barjaal, outrora União Laian, assinariam juntamente com um Grão-Filósofo trophano eleito da Ordem Filosofal a “Lei da Diplomacia Condicional”. Essa seria a primeira “Lei Temporária” estabelecida por alguma nação trália desde seu primórdio povoamento por parte de Nomastar.


Uma Lei Temporária poderia ser interrompida á qualquer momento se (1) uma das partes envolvidas quebrasse os termos de contrato ou (2) expiraria após sua data limite especificada ou propósito atingido.

Infelizmente o bicentenário “Grande Tolerante” contraiu uma doença degenerativa dos rins, ocasionada pela sua imoderação pelo vinho durante década após década e faleceu antes que pudesse ratificar as novas leis e dar continuidade á seus projetos referentes á combater Fálida.


Bolibama Tílio IV, O Grande Tolerante, fora entronizado em 543 AEC aos 6 anos, reinou por 279 anos e faleceu em 264 AEC aos 285 anos.

Tílio IV tinha um herdeiro, porém totalmente desinteressado no principesco e em suceder o pai. O mesmo havia desertado da casa real e se alistado na Guarda das Sombras, onde permaneceu protegido pela Guarda por décadas; que o tinham na mais alta estima! Todavia, assim que teve conhecimento sobre seu pai subitamente ser lançado no leito sob grave ameaça de vir á óbito á qualquer momento, o príncipe largou seus deveres com a Guarda das Sombras e partiu em direção á Protar-Prime onde acompanhou os dias finais de Tílio IV e prometeu ao pai que o honraria atendendo seu desejo de assumir o trono como o próximo monarca tílico. No mesmo ano em que Bolibama Tílio IV expirou Bolibama Tílio V ascendeu ao trono, aos 33 anos, dando continuidade aos projetos de seu predecessor: 264 AEC.


Em 264 AEC Hegemônia interrompeu temporariamente seu Jugo Hegemônico para com Trophir e aceitou-a como parte de sua aliança e nação livre. Protar e Laian tentaram incluir na Lei Temporária a nação rumenuma, porém Rumú recusou respeitosamente a oferta por temer represália de Fálida, a sociedade trophana apartada. E visto que os fálidos concentravam-se apenas em atormentar Trophir, Rumú não se viu obrigada a envolver-se.

“As Feras de Molibênia”, como passaram a ser conhecidos por toda trália, os trophanos fálidos, eram a causa primária do surgimento da aliança temporária de Hegemônia para com Trophir.


No ano em que Fálida capturou emissários, embaixadores, coletores de tributo e soldados protarianos que transitavam periodicamente em Trophir e os torturou em seus Altares de Purificação fálidos, Bolibama Tílio V percebeu que teria de tomar providências mais agressivas do que seu antecessor sobre tal crise intolerável.

Em 255 AEC, Hegemônia e Trophir findaram sua década do fatigante extenso mapeamento de quase toda Cordilheira Molibênia (cadeia de montanhas cruzando quase todo o continente no sentido nordeste-sudoeste). O objetivo era conhecer o “território fálido” antes de decidirem aventurar-se nele em busca da Cidade de Fálida e a erradicação completa de seu sistema brutal e povo bestial.

O território fálido (que acompanhava a cadeia de montanhas Molibênias) cortava Trophir desde Cidadan-Zezal e adentrava em algumas terras sob domínio laian, porém se encontrava demasiadamente afastada de Níbia e fazia fronteira com o território mais afastado e despovoado de Protar.Visto algumas terras laians estarem facilmente acessíveis á Fálida, muitos casos de sequestros de grávidas laians passaram a pulular incontrolavelmente entre essa nação. Infelizmente Fálida havia adotado mais um método cruel de disseminar sua abominável causa: os varões fálidos raptavam futuras mamães laians e depois que elas davam á luz, os abomináveis raptores tomavam as crianças para si e regressavam as traumatizadas mães desprovidas de seus bebês á Laian.


O propósito inicial desse hediondo processo era exclusivamente dar continuidade á sociedade fálida composta apenas de machos que caíam pelo combate ou faleciam de causas naturais ou outras. Todavia, o auto-proclamado Alto Juiz fálido Pavael-Quiel Latrus, ainda vigoroso em poder e virilidade (batizado por Hegemônia e Trophir de “O Animalesco” e/ou “Besta-Fera”), distribuía escritos entre o território laian contendo sádicas desculpas e inadmissíveis explicações do porque dos raptos: implementação de um Sistema Reprodutivo Fálido devotado á perpetuar tanto sua sociedade como sua causa feral.

Expurgação Fálida

Em 254 AEC Trophir e Hegemônia iniciaram sua campanha militar “Expurgação Fálida” contra Fálida.


Fálida tinha ciência de que seus guerreiros não formavam um exército, e que por esse motivo básico teria de confrontar os exércitos conjuntos de Hegemônia e Trophir de maneira indireta: (1) distribuindo armadilhas e arquitetando emboscadas ao longo do território fálido (2) sequestrando civis ou parentes de militares dessas nações como ameaça e esmorecimento das tropas (3) corrompendo as linhas inimigas por semear desconfiança e temores entre eles.

Decorreram-se sete décadas consecutivas de perdas consideráveis para ambos os lados!
Ao passo que as forças de Hegemônia e Trophir tombavam mediante deserções, traições e baixas, o domínio fálido foi regredindo e recuando cada vez mais quando seus Postos Avançados eram eliminados um-á-um. Até que em 182 AEC Fálida já estava limitada apenas á densamente pantanosa e nebulosa região Molibênia em que se encontrava sua incomensuravelmente oculta Cidade de Fálida.

O general comissionado por Trophir, Bolibama Tílio V e a Irmandade Barjaal de Laian passaram as décadas seguintes esforçando-se em localizar a repugnante cidade fálida e seu detestável líder feral. Entretanto a busca não foi capaz de alcançar seu objetivo pleno. Em contrapartida, as décadas finais dessa campanha militar contiveram e pressionaram Fálida em sua cidade impedindo que atuasse com sua inescrupulosa e repulsiva causa além dessas fronteiras.

O silêncio absoluto de Fálida permeou durante tantas décadas consecutivas que Hegemônia e Trophir resolveram abrandar a rígida vigilância da guarda constante que mantinham nos acessos principais que levavam ao mortal Berço Fálido (território Molibênio contendo a maior concentração de vales, sendo um desses aquele que abrigava a Cidade de Fálida).


A obra de Tatálio enfatizou em seu livro que as forças invasoras de Hegemônia e Trophir não se atreviam a se aventurarem nesses vales, visto serem intransponíveis devido á densa névoa que ocultava abismos, pântanos mortais e armadilhas fálidas que se encontravam em grande quantidade ali. Um sistema de defesa e ocultamente perfeito para bloquear o acesso ao coração e âmago fálido.

Finalmente em 90 AEC as forças invasoras aliadas abandonaram por completo o bloqueio colossal ao Berço Fálido, oficialmente conhecido por “A Sebe Sagrada”, após concordarem em decisão unânime que as Feras de Molibênia e seu Besta-Fera haviam tombado por carência dos seus meios de subsistência devido ao cerco centenário da Sebe Sagrada.

 

Resumo dos principais eventos da “Pós-Fase”

 

265 - 264 AEC...

Ano das investigações de Hegemônia sobre a indolência do pagamento obrigatório tributal trophano, e ainda no mesmo ano um debate acalorado entre as nações lança luz á uma Lei Temporária (265 AEC).
Hegemônia, sob nova regência protariana de Bolibama Tílio V, após o falecimento de Tílio IV, firma um acordo diplomático temporário com Trophir mediante a inovadora Lei da Diplomacia Condicional; desafortunadamente Rumú recusa-se á partilhar da mesma oferta apresentada á seu governo por Hegemônia; os três acontecimentos no mesmo ano (264 AEC).

255 AEC...
A partir de 264 AEC até 255 AEC os aliados Hegemônia e Trophir encerram o laborioso projeto de mapeamento da desconhecida Cordilheira Molibidênia com o fim de conhecer o território reclamado por Fálida como pertencente ao seu domínio.

254 AEC...
Uma grande massa de tropas dos aliados invasores passam a se concentrar nos pontos de acesso que ligam Molibênia ao restante de Trália... a Expurgação Fálida têm Início! A principal tática militar empregada na campanha ficou conhecida como  “Contenção por Confinamento” , a saber: sufocar Fálida gradativamente em seu próprio território durante toda a campanha para impedir incursões de represália aos reinos da aliança e ao mesmo tempo extingui-la em seu próprio território, impedindo assim que nem sequer um único fálido escapasse e desse continuidade a Fálida em outra parte do continente.

182 AEC...
Após Fálida perder todos os seus Postos Avançados que se estendiam por toda a Cordilheira Molibênia, as forças invasoras conjuntas restantes hegemônico-trophanas montam um cerco colossal aos pontos de acesso do Berço de Fálida com o restante de Molibênia.
O propósito inicial desse gigantesco e audacioso bloqueio era tanto confinar os fálidos remanescentes nessa região específica como invadir á região gradativamente para obliterar Fálida e seu odioso líder por definitivo. Todavia, observado o fato do Berço Fálido ser uma região mortalmente inacessível para a aliança invasora, Hegemônia e Trophir se viram obrigadas á simplesmente decidirem manter o bloqueio intacto e ativo por décadas para cortar o suprimento dos meios de subsistência de Fálida, aniquilando seus habitantes remanescentes mediante escassez de víveres.

90 AEC...
A aliança invasora hegemônico-trophana consente em abandonar A Sebe e findar com a campanha Expurgação, alegando em unanimidade por comprovação de fatos coerentes e observação clara de provas aparentemente irrefutáveis de que Fálida havia definitivamente tombado pela fome. E regressam á seus respectivos reinos.

76 AEC...
Após décadas de harmonia interna e notável submissão por parte de Rumú á Hegemônia, súbita e inexplicavelmente um dos Príncipes Laponeônicos, o Príncipe eleito por merecimento para reger o tão cobiçado governo da inexpugnável cidade-real rumenuma (Gonquer) é assassinado em seus Aposentos.


Pela primeira vez desde a implantação do sistema régio de Príncipes Laponeônicos por cidades rumenumas pré-designadas, originado pelo fundador da nação Laponiel Sezano, o Príncipe designado á Gonquer perece sem deixar herdeiros.
O caos toma conta de Rumú quando os Príncipes Laponeônicos das outras cidades iniciam uma guerra-civil rumenuma na qual o Laponeônico vitorioso assumirá o trono abandonado de Gonquer.
Para por fim á guerra-civil rumenuma que passa a afetar as remessas periódicas tributais á Hegemônia, Laian sabiamente aconselha o rei de Protar á entronizar seu herdeiro na cidade-real de Rumú e assim findar o dilema sobre qual Príncipe Laponeônico assumiria o trono de Gonquer.
Os Príncipes de Rumú sentem-se ofendidos com a decisão de Hegemônia, todavia ainda persistem em sua guerra-civil no esforço de um deles conquistar Gonquer e agora, com a interferência hegemônica por parte de Protar, também derrubar o quinto tílico da descendência real protariana entronizado ali do poder assassinando-o.

72 AEC...
Pouco antes do “Cerco á Gonquer” (batalha pelo controle da cidade e pela alma do príncipe tílico quinto ali) ter sido concluído com êxito por uma cidade de seu próprio domínio, Quartaga, os exércitos invasores da mesma foram forçados á recuar com o fim de defender a própria Quartaga sob sítio de outra cidade rumenuma: Nova Rumú. Os exércitos de Nova Rumú e Quartaga eram os únicos que prevaleceram durante a guerra-civil rumenuma sobre as outras 11 cidades remanescentes, mesmo a imponente e párea ás duas, Lapal, fora silenciada.
A disputa final entre Quartaga e Nova Rumú resultou em vitória para Quartaga. A mesma após silenciar sua adversária deu continuidade ao Cerco á Gonquer até subverter sua cidade-irmã e destronar o príncipe tílico nela assassinando-o.


Todavia, o socorro já havia sido acionado durante aquele breve intervalo ao cerco da cidade rumenuma em que o príncipe tílico regia apavoradamente; os mesmos rumenumos em Gonquer eram leais ao príncipe protariano e á Hegemônia. Porventura, os exércitos enviados por Hegemônia como socorro á Gonquer não eram hegemônicos... eram trophanos á mando de Hegemônia informando oficialmente que o reino rumenumo estava condenado á extinção por Hegemônia por (1) conduta amotinada contra o Jugo hegemônico (2) assassinato do príncipe sucessor de Tílio V.
Trophir estava fortemente impulsionada em obliterar Rumú... motivada principalmente pela oferta hegemônica de unir-se á aliança diplomática como membro como recompensa.


Ainda nesse mesmo ano a parte protariana de Hegemônia exigiu que Laian apoiasse sua proposta de extermínio da atual problemática nação rumenuma; afinal Laian tinha uma parcela de culpa mediante a sugestão que levou o assassinato do herdeiro de Bolibama Tílio V.

48 AEC...
Quase três décadas após o assassinato do príncipe primogênito de Bolibama Tílio V em Gonquer, e após demasiada relutância por parte do próprio monarca tílico, o mesmo transfere a coroa para seu segundo príncipe empossando-o como o próximo sucessor da Supremcia Tílica: Bolibama Tílio VI.
Deveras, a ferrenha oposição do quinto tílico á ascensão de seu segundo varão principesco (curiosamente nascido no mesmo ano do assassinato do primogênito) girava em torno de uma grave deficiência no órgão genital do mesmo que impossibilitaria o futuro monarca á dar continuidade á realeza dos tílicos. Sim! O próximo sucessor mais qualificado de Bolibama Tílio V era absolutamente impotente!

45 AEC...
O quinto tílico já desempossado há três anos falece de causas naturais aos 222 anos. Seu reinado somou ao todo 186 anos.

97 EC...


Bolibama Tílio VI transfere o poder para um parente mais próximo visto sua impotência jamais tê-lo permitido enamorar-se de mulher ou mesmo de deter uma rainha junto de si no trono gerando-lhe descendência.
Segundo Gerualg Tatálio Bealpino, O Lecionador, A Terceira Fase Hegemônica do Período Hegemônico findou-se em 97 EC.

Desfecho:
Uma nação-híbrida - O Fim de Protar e Laian

Em 103 EC faleceu Bolibama Tílio VI (aos 175 anos), o último rei de Protar e o primeiro monarca estéril da linhagem real, prematuramente por uma doença intestinal que assolava-o desde a década antecedente á da sua morte. Nos últimos seis anos que antecederam sua morte Tílio VI já havia transferido o trono para seu parente próximo em que mais confiava e amava, seu primo Pólius Quidilau Tílio. Pólius Tílio, como era mais conhecido, aceitou a petição de seu primo e rei de assumir o trono no lugar dele com a condição de dar continuidade á Supremacia Tílica e todas as suas Leis Supremas, tanto por        (1) jamais fazer-se uso de brechas nas leis com o fim de revogá-las á bel-prazer como (2) ao mesmo tempo converter-se de Pólius Quidilau Tílio para Bolibama Tílio VII.

Catastroficamente o instável Tílio VII, Pólius Tílio, mostrou-se um desastre durante seu reinado. Pólius não era dotado das mesmas qualidades extremamente necessárias ao trono de Protar que diferenciavam os tílicos dos protarianos comuns.


Ainda na primeira década de seu reinado, precisamente no ano de 111 EC, o incompetente Pólius renunciou á Supremacia Tílica e apelou para que a atual Irmandade Barjaal de Laian governasse Protar juntamente com ele, formando o Senado Hegemônico (forma de governo coletiva de “Membros-Senadores” protarianos e laians que regiam tanto Laian como Protar). Com o passar dos anos o Senado Hegemônico de ambos os povos juntamente com o consenso mútuo de seus cidadãos decidiram derrubar ambas as civilizações e fundi-las definitivamente em um só reino, uma só Hegemônia... Assim desmantelou-se o outrora reino dúplice hegemônico dando lugar ao primeiro reino-híbrido trálio, em 118 EC: “Hegemônia”.

© 2019 por Masopias.

  • Grey Facebook Icon
  • Grey LinkedIn Icon
  • Grey Google+ Icon
bottom of page